terça-feira, 3 de novembro de 2015

Era antididiluviana Os mistérios da bíblia e do livro de Enoque

O livro de Enoch é um texto apócrifo que é mencionado por algumas cartas do Novo Testamento
(Judas, Hebreus e 2ª de Pedro). Até a elaboração da Vulgata, por volta do ano 400, os primeiros seguidores de Cristo o mencionavam abertamente em seus textos e o aceitavam como real. Após a Vulgata ele caiu no esquecimento. Entretanto, o livro é muito interessante e parece real. O livro de Enoch foi preservado somente em uma cópia, na totalidade, em etíope e, por esta razão, também échamado de Enoch etíope. De fato nos faz grandes revelações em relação ao contexto bíblico. Uma das coisas mais interessantes é o fato de que nele responde quase que completamente as incógnitas de Gênesis. Sem dúvida alguma é um livro que merece todo o nosso respeito e ao meu ver faz parte de todo o canon sagrado da bíblia.


Datação dos manuscritos

A datação paleográfica datou estes documentos de Qumram entre 200 a.C. e o fim do primeiro século da era cristã.

Canonicidade do livro

O livro não foi incluido no cânon da Bíblia judaica, e também na Septuaginta[carece de fontes], nem nos livros deuterocanônicos. Embora, Francisco (2003) confirma que uma das mais antigas bíblias coptas, a Bíblia Etíope, admite o Primeiro livro de Enoque.[3]

O Livro de Enoque foi considerado como Escritura na Epístola de Barnabé (16:4) e por muitos dos primeiros pais da Igreja, como Atenágoras, Clemente de Alexandria, Irineu e Tertuliano, que escreveu c. 200 que o Livro de Enoque tinha sido rejeitado pelos judeus porque continha profecias que pertencem a Cristo.

Existem várias referências possíveis no Novo Testamento ao Primeiro livro de Enoque, entretanto, nenhuma referência é tão evidente como na Epístola de Judas (v.4.6.14). Dom Estêvão Bettencourt julgou que "A epístola canônica de S. Judas 14 o cita, mas nem por isto o tem como livro inspirado".
"Enoque, o sétimo depois de Adão" é uma citação de 1En.60.8
"Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos.." de 1En.1:9 (de Deut.33:2)
Atipicamente, "E destes (genitivo) profetizou também Enoque" (Almeida) é "E a estes (dativo) profetizou também Enoque" em grego.

Pode-se também comentar uma certa semelhança entre a descrição da "morada dos mortos", apresentada no capitulo 22 do Primeiro livro de Enoque, com a parábola do homem rico e Lázaro, contada por Jesus em Lucas capitulo 16, nos versos de 19 à 31.

No Diálogo com Trifão, de Justino Mártir (100-165), Justino é claramente influenciada pelo livro, mas o judeu Trifão se opõe a essa tradição. Júlio Africano (200-245) foi o primeiro cristão a contestar a tradicional versão do Primeiro livro de Enoque.

Conforme Elizabeth Clare Prophet (2002), foi o rabino Simeon ben Yohai (120?-170?) quem colocou os judeus contra o Primeiro livro de Enoque e que isso permitiu ao Santo Agostinho observar que a obra deixou de fazer parte das Escrituras aprovadas pelos judeus.

Fonte: Wikipédia

Este vídeo nos da uma visão bem clara dos fatos a luz da arqueol´ogia, vele a pena conferir.